sexta-feira, 10 de julho de 2009

Auto-retrato

No retrato que me faço
– traço a traço –
Às vezes me pinto nuvem,
Às vezes me pinto árvore...

Às vezes me pinto coisas
De que nem há mais lembrança...
Ou coisas que não existem
Mas que um dia existirão...

E, desta lida, em que busco
– pouco a pouco –
Minha eterna semelhança,

No final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco

Mario Quintana

Um comentário:

Juliana Lacerda disse...

Tinha tanto tempo que não lia esse poema de Quintana. Muito bom recordar.
[desculpa invadir assim]